Luanda – Uma delegação do parlamento angolano, chefiada pelo seu primeiro-vice-presidente, João Lourenço, partiu hoje, quinta-feira, para Banguecoque, Tailândia, onde, de 27 do corrente a 01 de Abril, participa na 122ª Assembleia da União Inter-parlamentar.
Em breves declarações à imprensa, no aeroporto internacional “4 de Fevereiro”, em Luanda, João Lourenço, que vai representar o presidente da Assembleia Nacional neste fórum, revelou que o lema principal da reunião é “O parlamento no centro da reconciliação política e a boa governação”.
Relativamente à intervenção da comitiva angolana no certame, o primeiro-vice-presidente disse que vão aproveitar a oportunidade para falar da experiência do país no processo de pacificação e reconciliação nacional, numa altura em que o país está prestes a celebrar o oitavo aniversário do alcance da paz.
Para além da sua intervenção no fórum, o chefe da delegação parlamentar angolana adiantou que estão marcados contactos com outras delegações e com autoridades tailandesas para reforço da cooperação bilateral.
A nível das comissões permanentes serão ainda debatidos três temas, designadamente: A Cooperação e a responsabilidade partilhada na luta mundial contra o crime organizado, nomeadamente o tráfico de drogas, a venda ilícita de armas, o tráfico humano e o terrorismo transfronteiriço; O papel dos parlamentos no desenvolvimento da cooperação sul-sul e triangular e A participação dos jovens no processo democrático também estarão em análise.
Fazem ainda parte da comitiva angolana os deputados Amaro da Silva, Cesaltina Major, Bernarda da Silva, Desidério Wapota e Ângela Bragança.
A União Inter-parlamentar realiza anualmente duas assembleias, sendo que a primeira realiza-se no primeiro semestre num país membro e a segunda acontece no segundo semestre do ano, na sua sede em Genebra, Suíça.
A UIP é uma organização internacional dos parlamentos dos Estados soberanos, cujo objectivo é mediar os contactos multilaterais dos parlamentares.
Fundada em 1889 por iniciativa do inglês William Randal Cremer e do francês Frédéric Passy, que, entusiasmados pelos valores pacifistas e idealistas da época, vislumbraram uma organização onde os conflitos fossem resolvidos por meio de uma arbitragem internacional.
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